Depois da visita do Gaeco, Cocal do Sul lida com escândalo de pedofilia em escola municipal


A imagem de Cocal do Sul como cidade próspera, sem problemas administrativos e tida como exemplo para a região, começa a ruir com as notícias que recentemente foram divulgadas na imprensa regional.

Primeiro foi a visita do Gaeco e a prisão temporária de servidor municipal com suspeitas de irregularidades administrativas sendo investigadas tanto no período da administração do ex-prefeito Ademir Magagnin quanto no do atual prefeito Fernando de Fáveri.

Esta semana, outro grave acontecimento tomou espaço na imprensa, com um professor de uma escola municipal tendo sido acusado de pedofilia e de ter cometido abuso com alunas adolescentes.

Administração municipal emitiu comunicado dizendo que investigaria a denúncia e que era contrária a este tipo de comportamento.

Mas parece que a população atingida esperava algo mais, principalmente porque, alegavam algumas pessoas, que o abuso contra adolescentes já vinha acontecendo há algum tempo dentro da escola pública municipal.


Do caso


Na semana passada a Polícia Militar foi acionada por pais de quatro adolescentes que estudam na Escola de Ensino Fundamental Demétrio Bettiol, em Cocal do Sul, alegando que um professor havia cometido abuso sexual com adolescentes entre 8 e 9 anos de idade.

O professor acabou sendo preso, a polícia civil iniciou as investigações sobre o caso e confirmou que as imagens da câmera de segurança da escola mostravam o professor entrando na biblioteca com alunas.

Já o professor disse que tudo não passou de uma brincadeira com pirulitos, na qual ele vendava os olhos dos adolescentes, colocava o pirulito na boca e pedia para identificar o sabor.

A revolta da população foi grande, tanto com o caso de pedofilia quanto com a administração municipal e a própria diretora da escola, pois há evidências de que os abusos teriam ocorrido também em 2021 e nenhuma providência foi tomada.

Uma manifestação organizada por pais de alunos foi feita defronte a escola pedindo que a Diretora fosse afastada de seu cargo e que o professor continuasse preso até o final das investigações.

Até o fechamento desta edição as informações eram de que a Diretora havia sido afastada e o professor exonerado de seu cargo.