Comércio reabre trazendo mudanças no atendimento ao cliente

Desde o dia 18 de março vivendo restrições impostas pelo governo estadual para evitar a proliferação do novo coronavírus, os catarinenses começaram a entrar no ritmo quase normal. Isso porque,embora tenha sido iberado todo tipo de comércio, há uma série de regras que devem ser seguidas. Para saber como foi essa quarentena e como está sendo o retorno às atividades, Panorama SC entrevistou essa semana vários comerciantes urussanguenses.

Ezequiel Alexandre, que é proprietário de uma Barbearia na área central da cidade, próximo à igreja matriz, tem esperança que sua situação melhore, mas ainda não está contente com o movimento atual. “A situação está péssima. Voltamos a trabalhar, mas cliente que é bom não tem. Muito pouco, numa tarde de trabalho fiz apenas um corte de cabelo. A perspectiva é de melhora, mas não se sabe quando” afirmou Alexandre. Valdecir Miotello, proprietário da Livraria e Papelaria Miotello’s disse que há muita diferença no atendimento antes e depois da pandemia, principalmente por conta das normas impostas pelo governo., mas não se queixou do movimento em seus empreendimento após a abertura docomércio local.

“O movimento, desde a segunda-feira em que foi liberada a abertura do comércio, está razoavelmente bom. Não temos sentido tanta baixa no movimento. Esperamos que o pessoal se conscientize e, quando for às ruas, saiam com máscaras, higienizem as mãos quando entrarem em algum empreendimento comercial, tenha respeito na fila com o distanciamento social para que todos possam ficar em segurança e não contraírem a Covid-19” explicou Valdecir à reportagem de Panorama.








Na Drogaria Benedetta, que fica na Paraça Anita Garibaldi, o movimento está normal afirma o jovem Emanuel Lopes.

“O movimento após essa flexibilização que permitiu a reabertura do comércio, ajudou a aumentar as vendas aquina farmácia. É um momento diferente, que devemos seguir as regras da Vigilância Sanitária. Então temos que manter distância, controlar o número de clientes que entram na farmácia, usar máscaras e exigir que os clientes também usem e ter sempre à disposição o álcool gel. Mas posso dizer que o movimento está normal, como se não estivesse acontecendo nada, está igual antes” explicou Emanuel. Infelismente, as palavras da proprietária de uma lanchonete na Avenida Presidente Vargas, DéboraRaquel Gielow não foram tão animadoras. Segundo ela, suas perdas foram muito grandes com o fechamento do comércio, principalmente porque as pessoas não podiam ficar no seu estabelecimento para fazerem lanche.

“Depois dessa quarentena que foi decretada, houve uma queda muito grande no movimento, chegando até a 80%. Isso porque a minha clientela são de pessoas que fazem lanche utilizando o local. Com a proibição se comer na lanchonete e até o fechamento de muitas empresas no centro, as vendas despencaram. Temos que ter esperança que irá melhorar. Brasileiro é guerreiro, já venceu várias crises e vamos torcer para que esta seja apenas mais uma que venceremos. Douglas da Soller, proprietário de uma agência de turismo com sete funcionários, sofre as agruras que a Covid-19 trouxe a todo segmento turístico.

Segundo Douglas, “a questão da Covid-19 afetou diretamente o setor de turismo. As agências de viagens, restaurantes, hotéis, empresas aéreas e tudo o que está relacionado ao turismo foi atingido a nível mundial com essa pandemia do coronavírus. Acreditamos que após tudo isso passar, ainda demorará tempo para o segmento se levantar e começar a reaquecer. Após passar o pico, e isso a nível mundial, acreditamos que demore uns dois meses para voltar a caminhar e começar a se levantar. Na nossa empresa, entramos em um acordo para não reduzir o número de funcionários, exatamente porque nos colocamos no lugar das pessoas que estão empregadas e necessitam do salário para sustentar sua casa e seus filhos. Por enquanto, estamos de portas abertas apenas para atender nossos clientes que haviam comprado pacotes, para dar-lhes suporte. Mas, se hoje alguém vier aqui comprara passagem aérea, vai ser difícil até para isso porque as empresas aéreas reduziram de 70 a 80% os seus voos.