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Associação dos Agricultores do Barro Preto comemora 20 anos de fundação


No último domingo 3/04, membros da Associação dos agricultores do Barro Preto, localidade no interior do município de Urussanga, reuniram-se para comemorar os 20 anos de fundação da chamada AABP.

Uma missa em ação de graças foi celebrada pelo pároco padre Daniel Pagani, com bençãos dos tratores e, logo após, aconteceu um almoço de confraternização.





O modelo inovador

Para manter a Associação, os agricultores reservaram 5 hectares de terra para plantar e, com os recursos advindos da venda das colheitas, adquirem e mantém em dia os equipamentos necessários para o trabalho de todos.

Em entrevista à reportagem de Panorama SC, o associado Gelson Mazzucco afirmou que hoje a AABP tem 14 equipamentos, todos em boas condições de uso.

“Nós temos equipamentos novos e outros que foram adquiridos ainda na fundação.Todos muito bem cuidados e servindo aos nossos sócios” explicou Gelson ao informar que a AABP não aceita novos sócios porque sua capacidade de atendimento está no limite máximo e os equipamentos atendem cerca de 200 hectares nas propriedades das 16 famílias de sócios já existentes.

Ao ser questionado sobre custos de hora de um trator agrícola, Gelson explicou que a associação cobra R$ 12,00 por hora e que, na iniciativa privada, o valor de uma hora de trator agrícola pode chegar aos R$ 180,00.

“Mas é bom frisar que o valor de R$ 12,00 por hora equivale somente ao equipamento que será acoplado ao trator agrícola. Na nossa associação, cada agricultor tem seu próprio trator e só aluga os implementos e o secador de grãos com capacidade para 60 sacas e que já foi adquirido há 15 anos” pontuou Gelson.

Já o sócio José de Lorenzi Cancilier, que foi um dos primeiros a ingressar na AABP, disse à reportagem de Panorama SC que sentia-se feliz em fazer parte desta história de luta dos agricultores de sua localidade.

“Nós, além de manter a Associação, também participamos de atividades religiosas e culturais em nosso Município, dando também a nossa contribuição e nunca fugimos da nossa responsabilidade de participar de movimentos que visem conquistas para a nossa classe e a nossa cidade” afirmou José.


Da história

“A Associação teve início em uma conversa informal com líderes da Comunidade e o vereador Lauro Baesso (in memória), para ver a possibilidade de adquirir alguns implementos agrícolas, de uso coletivo para a comunidade. Diante disso, o vereador Lauro Baesso sugeriu que fosse criada uma associação. Foi montada então uma comissão, com alguns agricultores se reunindo na residência de José Cancilier para elaborar o Estatuto, formar a primeira diretoria e a escolha do nome, que passou a ser Associação dos Agricultores do Barro Preto. E assim, no dia 06 de abril de 2002, em assembleia geral, foi aprovado o Estatuto, os membros da diretoria e o conselho fiscal.

No dia 25 de abril de 2002, foram recebidos os primeiros implementos de uso coletivo, através da Prefeitura Municipal de Urussanga, na época o prefeito era Vanderlei Rosso. Diante das necessidades da associação, foram criadas regras de funcionamento, porém nem todos se adequaram e ao longo dos anos, alguns associados deixaram esta associação.

Visto a facilidade de executar os trabalhos nas lavouras, com os implementos, os sócios sentiram a necessidade de adquirir mais máquinas e para isso surgiu a ideia de fazer uma lavoura coletiva. Para custear os insumos da primeira lavoura, foi feita uma rifa concorrendo a um porco e o sócio Rômulo Manarim (in memória) ficou responsável de pagar o porco, mas esqueceu. Lembrou um ano depois e foi pagar. Neste dia ele falou “vim pagar o porco porque se eu falecer, os sócios não saberão que esqueci de pagar”.

E dias depois ele faleceu.

Com a venda da produção da lavoura coletiva, iniciou-se a compra de mais máquinas e essa prática é realizada até hoje. Assim, foram construídos galpões para guardar os implementos, secador de grãos e a sede para a realização de reuniões, que até então eram realizadas nas casas dos sócios.

O terreno da associação foi doado por Pedro Manarim (in memória), as construções foram realizadas em forma de mutirão.

Por muitas vezes os sócios tiveram que fazer empréstimos, em dinheiro, para a associação e receber quando sobrasse.

Nestes 20 anos, passaram sete diretorias, com mandato de 3 anos. Atualmente a associação conta com 16 associados:, sendo eles: Acione Manarim, Altazir José de Lorenzi,Edson Menegasso Jr, Edson Pavanati, Everaldo Luiz De Nez,Jadilson Cancilier, Jailson de Oliveira,Jaime Fruhauff,Jelson Mazzucco,Joaquim Mazzucco, José de Lorenzi Cancilier,Joviano Guzato,Luiz Cancilier, Roberto Carlos De Nez, Rogério Burato eTiago Pedro Possamai.”

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